O Big Stick, grande porrete norte-americano, pegou mal na América Latina, principalmente devido às seguidas intervenções militares e direcionamentos políticos que os EUA impôs à América Central e ao Caribe nas três primeiras décadas do século XX. Os ianques, então, passaram para a Política da Boa Vizinhança (1933), pregando colaboração com os vizinhos latinos. Assim milhões de dólares norte-americanos afluíram ao continente e por consequência para o Brasil, sobretudo, em períodos de indecisão, como para afastar a propaganda nazista e angariar o apoio brasileiro na 2ª Guerra Mundial (1939-45). Naquele momento, o nosso país foi alvo de um bombardeio de mercadorias e de propaganda dos EUA. Essa parceria com o uncle Sam afirmaria-se mais ainda com o desenrolar da Guerra Fria e a necessidade dos norte-americanos de afastar o espectro comunista da terra tupiniquim. Nesse sentido, é importante relevar a importância do Birô Interamericano, orgão presidido por Nelson Rockefeller (milonário do petróleo norte-americano), que investia em campanhas políticas da UDN (partido reconhecido por sua postura entreguista ao capital internacional) e em produção cultural ligando os Eua ao Brasil. Foi no início dos anos 40 que o Brasil passou a figurar em hollywood, mas, infelizmente, através de uma figura deturpada, como a da mulher lasciva, que apenas samba e sorri e que, ao invés de cérebro, tem na cabeça um abacaxi - Carmem Miranda. A famosa cantora era o exemplo da cultura brasileira para o exterior. Mas a coisa fica pior... a Disney percebe que a Política de Boa Vizinhança pode lhe render novos mercados na América Latina e melhorar a imagem dos EUA por essas bandas, produzindo, então, o filme "Alô Amigos", o qual nos apresenta o personagem brazuca da Disney - Zé Carioca, o típico malandro carioca que chega a oferecer aquela bela cachaça ao Pato Donald. Ah! É óbvio que a pequena notável era muito mais que um abacaxi e samba no pé, mas pouco mais aparecia após passar pelo filtro hollywoodiano. Quanto ao Zé Carioca, sou um mega fã (lia todos os quadrinhos), mas é dose o único brasileiro da Disney ser um ladrão de jacas profissional...
Este blog destina-se a auxiliar vestibulandos na preparação para o concurso vestibular da UFRGS.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Outra perspectiva do Holocausto
"Um Homem Bom" (filme dirigido pelo brasileiro Vicente Amorin)
apresenta a perseguição nazista aos judeus na Alemanha de uma forma
interessante e, até pode se dizer, nova para o cinema. Diferentemente de filmes
como "A Vida é Bela" e o "O Pianista", em que o personagem
principal é um judeu tentando escapar das durezas da 2ª Guerra (de forma
irreverente no primeiro filme e muito realista no segundo), "Um Homem
Bom" conta a trajetória de um professor de literatura, John Halder, o
qual, aparentemente, seria um homem digno e “de bem” (para não citar o título
do filme) vivendo no período de ascensão do regime nazista na Alemanha. A
perspectiva é de que Halder procurou manter-se distante do partido nazista o
máximo que pode, até o momento em que um livro escrito por ele, tratando sobre
o tema referente à eutanásia, é inscrito numa lista de apoio à propaganda do
governo nazista. Logo vemos o personagem principal ser empurrado pela corrente
de nacionalismo alemã e de prosperidade na profissão, havendo constantes promoções
em sua carreira a partir do momento em que se filia ao partido nazista. Dessa
maneira, o filme busca explicar como um alemão aparentemente coerente e com
discernimento, como Halder, chega a se tornar membro da SS (Polícia Política
Nazista[1]). Durante o filme, vemos
Halder constantemente destratar a figura de Hitler e não apresentar nenhuma
devoção ao nazismo ou à segregação dos judeus. Ele aparece dessa forma como o
que poderia ter ocorrido com muitos alemães no período, os quais, não cientes
de toda a extensão das ações do partido nazista e submetidos à ascensão social,
tomavam parte no esforço de guerra alemão. Uma vez tomadas as decisões hierárquicas
(de cima para baixo), tinham de se submeter a elas, ou seja, uma vez dentro da
estrutura nazista, não poderiam mais discordar do regime totalitário, havendo o
risco de sofrerem represálias. Até agora, sendo tudo isso descrito no texto, fica
difícil de acreditar que vamos conseguir ter simpatia por esse tal homem bom,
que, afinal de contas, era um nazista. Então, entra o efeito do cinema, o qual
apresenta cenas em que, na maioria das vezes, concordaríamos com as ações
tomadas por Halder, que é quase sempre colocado contra a parede se discordasse
dos elogios feitos a ele e à sua obra literária, sendo esses elogios feitos pelos
oficiais nazistas que o promovem. Destaque, também, para o fato do personagem
principal aguentar, pelo menos, até a metade do filme, uma esposa neurótica e
uma mãe demente (possivelmente sofrendo de alzheimer), tendo que cuidar de seus
filhos quase que sozinho. Resumindo, o homem era um “santo”, que foi cooptado
pelo regime nazista e que tinha um amigo judeu, ainda por cima. Surpreso com a
amizade com um judeu? É, eu não podia entregar tudo do filme aqui, porque, afinal
de contas, quero que vocês assistam. Assim, fica a dica: prestem atenção na
relação entre Halder e seu amigo judeu - Maurice.
[1] O cargo que assume, inicialmente, é
mais uma posição simbólica, visto que a SS buscava ter homens letrados e de
prestígio em suas fileiras.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
ANPUH repudia o artigo da Revista Veja sobre Eric Hobsbawm
Apesar do espaço do blog ser reservado para material voltado ao vestibular, nesse momento, me vejo obrigado a trancrever a carta aberta da Associação Nacional de História (ANPUH-Brasil) à Revista Veja. A carta é uma resposta, aos absurdos publicados pela Revista Veja, em relação ao recentemente falecido historiador Eric Hobsbawm. Vale lembrar que isso é uma tradição da revista, a qual não muito tempo atrás, atacou até mesmo, o pai da educação brasileira Paulo Freire.Eric Hobsbawm: um dos maiores intelectuais do século XX
Na última segunda-feira, dia 1 de outubro, faleceu o historiador inglês Eric Hobsbawm. Intelectual marxista, foi responsável por vasta obra a respeito da formação do capitalismo, do nascimento da classe operária, das culturas do mundo contemporâneo, bem como das perspectivas para o pensamento de esquerda no século XXI. Hobsbawm, com uma obra dotada de rigor, criatividade e profundo conhecimento empírico dos temas que tratava, formou gerações de intelectuais. Ao lado de E. P. Thompson e Christopher Hill liderou a geração de historiadores marxistas ingleses que superaram o doutrinarismo e a ortodoxia dominantes quando do apogeu do stalinismo. Deu voz aos homens e mulheres que sequer sabiam escrever. Que sequer imaginavam que, em suas greves, motins ou mesmo festas que organizavam, estavam a fazer História. Entendeu assim, o cotidiano e as estratégias de vida daqueles milhares que viveram as agruras do desenvolvimento capitalista. Mas Hobsbawm não foi apenas um “acadêmico”, no sentido de reduzir sua ação aos limites da sala de aula ou da pesquisa documental. Fiel à tradição do “intelectual” como divulgador de opiniões, desde Émile Zola, Hobsbawm defendeu teses, assinou manifestos e escolheu um lado. Empenhou-se desta forma por um mundo que considerava mais justo, mais democrático e mais humano. Claro está que, autor de obra tão diversa, nem sempre se concordará com suas afirmações, suas teses ou perspectivas de futuro. Esse é o desiderato de todo homem formulador de ideias. Como disse Hegel, a importância de um homem deve ser medida pela importância por ele adquirida no tempo em que viveu. E não há duvidas que, eivado de contradições, Hobsbawm é um dos homens mais importantes do século XX.
Eis que, no entanto, a Revista Veja reduz o historiador à condição de “idiota moral”(cf. o texto “A imperdoável cegueira ideológica da Hobsbawm”, publicado em www.veja.abril.com.br). Trata-se de um julgamento barato e despropositado a respeito de um dos maiores intelectuais do século XX. Veja desconsidera a contradição que é inerente aos homens. E se esquece do compromisso de Hobsbawm com a democracia, inclusive quando da queda dos regimes soviéticos, de sua preocupação com a paz e com o pluralismo. A Associação Nacional de História (ANPUH-Brasil) repudia veementemente o tratamento desrespeitoso, irresponsável e, sim, ideológico, deste cada vez mais desacreditado veículo de informação. O tratamento desrespeitoso é dado logo no início do texto “historiador esquerdista”, dito de forma pejorativa e completamente destituído de conteúdo. E é assim em toda a “análise” acerca do falecido historiador. Nós, historiadores, sabemos que os homens são lembrados com suas contradições, seus erros e seus acertos. Seguramente Hobsbawm será, inclusive, criticado por muitos de nós. E defendido por outros tantos. E ainda existirão aqueles que o verão como exemplo de um tempo dotado de ambiguidades, de certezas e dúvidas que se entrelaçam. Como historiador e como cidadão do mundo. Talvez Veja, tão empobrecida em sua análise, imagine o mundo separado em coerências absolutas: o bem e o mal. E se assim for, poderá ser ela, Veja, lembrada como de fato é: medíocre, pequena e mal intencionada.
São Paulo, 05 de outubro de 2012
Diretoria da Associação Nacional de História
ANPUH-Brasil
Gestão 2011-2013
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Recuo no Front
Stanley Kubrick, diretor dos clássicos "2001 - Uma Odisséia No Espaço", "Laranja Mecânica" e "Nascido Para Matar", não ficou imune à censura francesa no início de sua carreira ao contar a história daqueles que se recusaram a lutar durante a 1ª Guerra Mundial. "Glória Feita de Sangue", de 1957, retratou o cruel destino dos soldados franceses que recuaram no campo de batalha ou que, simplesmente, não cumpriram "ordens suicidas" de seus oficiais superiores. Apesar da deserção militar ser normalmente associada aos russos, que após a Revolução Russa (1917) abandonaram o conflito assinando um armísticio com os alemães, o fenômeno da deserção foi bastante comum entre as tropas de todos os países envolvidos na guerra. Num campo de batalha tão duradouro, como fora o caso das trincheiras européias, era natural que os soldados desobedecessem ordens e fugissem dos combates e horrorres do conflito. Uma das poucas coisas que continuavam mantendo o moral das tropas era a irmandade entre os soldados; com o passar do tempo, no entanto, os batalhões tinham de se reconfigurar totalmente devido às suas perdas. Imagine um soldado, que foi sobrevivendo aos seguidos embates e, à medida que a guerra se prolongava, não encontrava mais seus antigos colegas ao seu lado, apenas novos recrutas e novas ordens de seus superiores. A guerra ia perdendo seu sentido até mesmo para as lideranças das nações envolvidas. Então, nada mais natural que o aumento das deserções no campo de batalha. As punições foram severas, a cadeia era o destino mais comum dos foragidos, mas, as vezes, o destino era pior...
Link para o YouTube, trecho (10min) do filme "Glória Feita de Sangue", com o julgamento e execução de soldados franceses acusados de deserção e covardia: http://www.youtube.com/watch?v=x-5a-gn80pQ
Kirk Douglas foi o "ator conhecido", que catapultou o projeto de Kubrick, "Glória Feita de Sangue", o qual fora, antes, recusado por quase todos os estúdios de hollywood.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
A expansão dos EUA em perspectiva
Após a sua independência, as 13 colônias norte-americanas protagonizaram um processo de expansão territorial, e alguns fatores contribuíram para esse processo. A famosa "gold rush" (corrida do ouro) em direção ao "far west" (oeste distante), iniciada em 1848, estimulou a colonização de áreas antes ocupadas pelos nativos americanos. É a velha histórinha dos cowboys e índigenas, que hollywood tanto reproduziu no cinema. O faroeste norte-americano foi um dos gêneros mais importantes na consagração da indústria fílmica nos EUA do ínicio do século XX e demonstrou, de uma perspectiva heroíca, a ação colonizadora, a qual teve, na sua realidade, um lado cruel e genocida para com os índios. Outro fator importante para a configuração do mapa norte-americano foi a Crise do Antigo Sistema Colonial, ou seja, a decadência das monarquias européias e as consequentes dificuldades na exploração de áreas da América do Norte, o que proporcionou a oportunidade de aquisição de territórios através da negociação. Assim, foram anexados a Louisiana (dos franceses), a Flórida (dos espanhóis) e Oregon (dos ingleses), tendo sido todas essas áreas compradas. Além disso, a orientação política federalista (autonomia concedida aos estados) também foi uma moeda atraente para a anexação de terras à causa norte-americana. Dessa forma, fazendeiros do sul foram estimulados à conquista de territórios pertencentes ao México, com a promessa de proteção por parte da união norte-americana. Logo os territórios do Texas e da Califórnia foram os alvos, os quais foram tomados à base da bala de seus proprietários mexicanos. Os fazendeiros vitoriosos pagariam, agora, impostos ao governo dos EUA, garantindo a negociação dessas áreas junto ao México, e ainda desfrutariam do pacto federalista, que lhes permitia plena autoridade nos destinos da região. Por último, os EUA, através do Homestead Act (1862), garantiu a chegada de grandes massas imigratórias, havendo uma lei que garantia a posse da terra a quem a cultivasse por um período de 5 anos. A partir daí, quem chegava nos EUA acenava com a possibilidade de possuir terras, desde que pudesse protegê-las. O filme de "Farvestão", que o teu pai ou avô assistia, tá fazendo cada vez mais sentido, né? Índios, colonos europeus, o governo, o desenvolvimento das cidades, a construção de ferrovias (com mão de obra imigrante chinesa) foram, todos, elementos que se confudiam e se completavam na construção do Estado norte-americano. Imperava a lei do gatilho. Ok, ficou muito cafona...melhor: a lei do mais forte.
Mapa da expansão.
Link para o clipe Run To The Hills, da banda Iron Maiden, um retrato metal "oitentera" da situação índigena no século XIX: http://www.youtube.com/watch?v=ww1srGqQPug
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
2º Reinado em Quadrinhos
A publicação "Cai o Império! República Vou Ver!" do cartunista Angeli e da pesquisadora Lilia Moritz Schwarcz é um exemplo de leitura descontraída. Porque o estudo de História não precisa ser sempre massante e a UFRGS curte um quadrinho...
Algumas pérolas do livro:
A Imigração e o Sistema de Parceira
A Migração do Eixo Econômico no Plantio de Café
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Brasil Império nas provas da UFRGS
Brasil Império inclue os conteúdos de 1º Reinado, Regência e 2º Reinado. As últimas provas da UFRGS tem variado entre 3 e 4 questões sobre o assunto. A seguir um mini-simulado com as mais recentes questões.
1 – O cargo de juiz de paz teve suas funções
regulamentadas pelo Código de Processo Criminal de 1832. Esses juízes
representavam o liberalismo brasileiro durante o período regencial.
Esses magistrados eram
(A) nomeados diretamente pelo Imperador,
exercendo as funções de chefe de polícia.
(B) designados diretamente pelo ministro da
Justiça, exercendo as funções de promotor público.
(C) eleitos pelos cidadãos para exercer
funções conciliatórias e de qualificação eleitoral.
(D) eleitos pelos deputados gerais para
administrar os bens dos orfãos e de pessoas ausentes.
(E) indicados pelo presidente provincial para
pacificar os conflitos de terra.
2- Leia o texto abaixo.
Conheça o Brasil que o dia 20 de setembro de
1835 foi a consequência inevitável de uma má e odiosa administração; e que não
tivemos outro objeto, e não nos propusemos a outro fim que restaurar o império
da lei, afastando de nós um administrador inepto e faccioso, sustentando o
trono constitucional do nosso jovem monarca e a integridade do Império
(Manifesto de 25 de setembro de 1835)
Em relação ao manifesto acima, é correto
afirmar que
(A) os farroupilhas defendiam, desde o
primeiro momento, o ideário republicano e separatista.
(B) os revoltosos desejavam antecipar a posse
de D. Pedro II, ainda menor de idade.
(C) a revolta foi motivada pelo desejo dos
farroupilhas de reintegrar a provincia ao Império brasileiro.
(D) os revoltosos estavam contrariados com o
governo do presidente provincial.
(E) os farroupilhas representavam os ideais
conservadores, manifesto na defesa do “império da lei”.
3- A respeito da Revolta do Malês, ocorrida
na cidade de Salvador em 1835, é correto afirmar que ela foi um movimento
liderado por
(A) escravos oriundos da África Oriental,
inspirados na independência do Haiti.
(B) escravos e libertos, que professavam a
religião mulçumana.
(C) escravos nascidos no Brasil e grupos
excluídos do processo político-partidário.
(D) escravos e índios aldeados no Recôncavo,
que protestavam contra exploração.
(E) populares que se inspiraram na Revolta
dos Alfaiates.
4- A Lei nº 581 do Império do Brasil, também
denominada de Lei Eusébio de Queiróz, foi promulgada em 4 de setembro de 1850.
Essa lei
(A) provocou o confisco dos escravos ilegais,
reprimindo e condenando duramente os senhores de escravos.
(B) determinou que os traficantes fossem
submetidos à jurisdição de um tribunal especial.
(C) suspendeu por alguns anos o tráfico
transatlântico de escravos, que foi retomado nas décadas seguintes.
(D) obrigou os donos de escravos a
indenizarem os africanos que ingressaram no Brasil a partir de 1808.
(E) regulamentou o tráfico de escravos,
permitindo que apenas africanos do sul do continente pudessem ser trazidos da
África.
5- No Segundo Reinado, foram propostas
medidas destinadas a restabelecer a centralização política do Império.
No bloco superior, abaixo, são citadas cinco
medidas legais implementadas no período; no inferior, os objetivos pretendidos
com a aplicação de três delas.
Associe adequadamente o bloco inferior ao
superior.
1 – Lei de Interpretação do Ato Adicional
2 – Recriação do Conselho de Estado
3 – Reforma do Código de Processo Criminal
4 – Criação do cargo de presidente do Conselho
de Ministros
5 – Reforma da Gurada Nacional
( )
Esvaziamento dos poderes dos juízes de paz eleitos localmente
( ) Anulação de algumas atribuições das
Assembleias provinciais.
( ) Subordinação
do oficialato ao Ministério da Justiça
A sequência correta de preenchimento dos
parênteses, de cima para baixo, é
(A) 2-5-4.
(B) 3-1-5.
(C) 1-4-3.
(D) 2-1-4.
(E) 3-4-5.
6 – Considere o enunciado abaixo e as quatro
propostas para completá-lo.
Durante o século XIX, as relações entre
Brasil e Inglaterra foram marcadas por diversos momentos de tensão. A
denominada Questão Christie levaria
ao rompimento diplomático entre os dois países em 1863.
Entre as causas que motivaram o desgaste e a
ruptura diplomática, é correto citar
1-
a negativa de renovação dos tratados
comerciais que beneficiavam a Inglaterra.
2-
a manutenção das relações econômicas com os
Estados Unidos.
3-
a participação brasileira na intervenção contra
o governo colorado no Uruguai.
4-
o naufrágio do navio inglês Prince of Wales no litoral do Rio Grande
do Sul.
Quais propostas estão corretas?
(A) Apenas 1.
(B) Apenas 2.
(C) Apenas 1 e 3.
(D) Apenas 1 e 4.
(E) Apenas 2, 3 e 4.
7 – Leia o texto a seguir.
No dia 11 de abril de 1852, domingo, um navio
vindo da África encalha no litoral norte do Rio Grande do Sul, na região da
praia de Tramandaí [...] Percebendo ter sido vítima desse traiçoeiro litoral, o
capitão desampara o navio e põe-se a desembarcar a valiosa carga humana
composta de diversos africanos que, em breve, seriam vendidos como escravos na
região de Conceição do Arroio e nos Campos de Cima da Serra.
O desembarque clandestino de escravos,
mencionado nesse trecho, poderia ser considerado ilegal, pois
(A) infrigia as disposições da Lei de Terras,
que proibiam o tráfico de africanos para o Brasil.
(B) contrariava a Lei Eusébio de Queiróz, que
proibiu definitivamente o tráfico de escravos para o Brasil.
(C) desrespeitava artigos da Lei
Saraiva-Cotegipe, que impedia o tráfico no litoral.
(D) contrariava o diposto na Lei Áuera, que
previa a extinção da escravidão no Brasil.
(E) infringia a lei provincial que proibia o
desembarque de escravos no Rio Grande do Sul.
GABARITO:
1.C.
2.D.
3.B.
4.B.
5.B.
6.D.
7.B.
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